Espetáculo inspirado na obra Agamenone do italiano Vittório Alfieri de 1788 (que por sua vez reescreve a tragédia grega original de Esquilo), e em diversos fragmentos de textos trágicos da atinguidade a contemporaneidade. Fábula sobre disputa pelo poder, repleta de intrigas, sedução, vingança e morte. Um espetáculo que pretende envolver e emocionar o espectador fazendo-o se sentir ao mesmo tempo enojados e seduzidos pelos desdobramentos da natureza humana.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
TRAGÉDIAS CONTEMPORÂNEAS V - A mulher, de 30 anos, jogou as crianças do alto de um prédio, em Moscou
Na Rússia, mãe mata os dois filhos por estar de "saco cheio" deles
Galina Ryabkova, de 30 anos, foi presa após confessar ter jogado seus dois filhos, um de quatro e outro de sete anos, da sacada do 15º andar de um prédio, porque estava de "saco cheio" das crianças. Ryabkova, cujo marido estava viajando a negócios, mora no oitavo andar, mas subiu até o 15º antes de matar os seus filhos. O homem, que preferiu não se identificar, disse que sua mulher ligou para ele, para avisar que as crianças estavam "caindo do prédio".
Após ouvir o barulho dos corpos caindo no chão, os vizinhos chamaram a polícia e correram para ver as crianças, e acabaram cruzando com a mãe no corredor. Eles a questionaram se não eram os seus filhos que estavam caídos na entrada, e ela respondeu: “São, sim, eu os joguei”, sem aparentar nenhuma emoção. Segundo o jornal inglês Daily Mail, a mãe matou as crianças porque estava de "saco cheio" delas e decidiu "se livrar dos filhos". As câmeras de segurança filmaram Ryabkova tentando sair do flat, em Moscou, instantes após o acidente. Os vizinhos não a deixaram sair do prédio até que a polícia chegasse. Ela foi levada para um hospital psiquiátrico para fazer testes, enquanto as investigações são concluídas. Fontes disseram que Galina Ryabkova já havia tentado se matar no passado.
http://noticias.r7.com/internacional/noticias/na-russia-mae-mata-os-dois-filhos-por-estar-de-saco-cheio-deles-20120626.html
segunda-feira, 11 de junho de 2012
TRAGÉDIAS CONTEMPORÂNEAS IV - Crime ocorrido em 2009
Tragédia familiar em Novo Hamburgo poderia ter sido maior: Em carta, empresária manifestou intenção de também matar a mãe
A tragédia ocorrida em Novo Hamburgo, na qual três integrantes de uma
família foram mortos, poderia ter sido maior. Em uma das cartas escritas
pela empresária Roselani Radaelli Picinini D'Ávila, 47 anos, autora
confessa dos crimes, ela manifesta a intenção de matar a própria mãe,
além do marido, da irmã e da sobrinha. Os três — Flávio Machado D'Ávila,
54, Rosângela Radaelli Picinini de Freitas, 45, e Maria Francisca de
Freitas, seis — foram assassinados a facadas entre terça-feira e
quarta-feira, em Novo Hamburgo. Depois, a empresária tentou se matar,
mas os ferimentos não foram fatais.
Sobre a mãe, Roselani cita na missiva endereçada à cunhada: "Acredite, não estou louca, sei o que fiz e o que vou fazer ainda hoje (...) Faltará levar junto minha mãe, mas não conseguirei". Um dos investigadores da Polícia Civil disse que a empresária ainda não foi inquirida sobre esse assunto, mas isso deverá ser abordado.Em outro trecho, Roselani relata ter uma dívida de R$ 180 mil com a cunhada, e informa a maneira de quitar o valor. Ela comenta a situação da empresa: "Amo demais o Flávio para vê-lo sofrer. Sei que a fé dele era muito superior à minha, mas não sei baseado em quê, pois não temos mais volta. Devemos muito".Parte de uma das cartas é dedicada a explicar os motivos dos crimes. Sobre o marido, a empresária cita como motivação para seu assassinato "amor" e "achar injusto deixar ele com toda a carga sozinho". Quanto a Rosângela, a explicação é "porque também está infeliz". Por fim, conta sentir por Maria Francisca "muito medo do sofrimento dela no futuro".Roselani confessou ontem os crimes. Ela se recupera dos ferimentos no Hospital Municipal, em Novo Hamburgo. Autuada em flagrante por triplo homicídio, deve ser encaminhada ao presídio assim que receber alta.
Sobre a mãe, Roselani cita na missiva endereçada à cunhada: "Acredite, não estou louca, sei o que fiz e o que vou fazer ainda hoje (...) Faltará levar junto minha mãe, mas não conseguirei". Um dos investigadores da Polícia Civil disse que a empresária ainda não foi inquirida sobre esse assunto, mas isso deverá ser abordado.Em outro trecho, Roselani relata ter uma dívida de R$ 180 mil com a cunhada, e informa a maneira de quitar o valor. Ela comenta a situação da empresa: "Amo demais o Flávio para vê-lo sofrer. Sei que a fé dele era muito superior à minha, mas não sei baseado em quê, pois não temos mais volta. Devemos muito".Parte de uma das cartas é dedicada a explicar os motivos dos crimes. Sobre o marido, a empresária cita como motivação para seu assassinato "amor" e "achar injusto deixar ele com toda a carga sozinho". Quanto a Rosângela, a explicação é "porque também está infeliz". Por fim, conta sentir por Maria Francisca "muito medo do sofrimento dela no futuro".Roselani confessou ontem os crimes. Ela se recupera dos ferimentos no Hospital Municipal, em Novo Hamburgo. Autuada em flagrante por triplo homicídio, deve ser encaminhada ao presídio assim que receber alta.
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2009/04/tragedia-familiar-em-novo-hamburgo-poderia-ter-sido-maior-2478225.html
TRÊS ANOS DEPOIS O CASO AINDA NÃO FOI JULGADO
Veículo: Jornal NH - Polícia - página 25 / Processo de Roselani está parado no Tribunal
Há três ano , a empreária Roselani Radaelli Picinini D'Ávila, 50 anos, dava início à série de assassinatos mais impressionante da história de Novo Hamburgo. Na manhã de 14 de abril de 2009, degolou o marido, Flávio D'Avila, 54, e na madrugada seguinte, com a mesma faca, tirou a vida da irmã, Rosângela Radaelli Picinini de Freitas, 45, e da sobrinha Maria Francisca Radaelli de Freitas, de apenas 6 anos. Os crimes foram cometidos de forma premeditada. A empresária jura que foi por amor. Que matou os familiares para poupá-los do sofrimento causado pelas dívidas. Ainda sob forte medicação no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), em Porto Alegre, Roselani tem futuro indefinido. O processo está parado no Tribunal de Justiça, onde erá decidido e ela vai a júri ou se fica no IPF como incapaz. Após oito meses em ser movimentada, a ação irá para uma juíza substituta, pois a desembargadora que estava com a causa, Lais Barbosa, se aposentou. A análise é sobre recurso do promotor Jo é Nilton de Souza, que quer júri e pede novos exames mentais, contra a sentença de agosto de 2010, do juiz André Costa, que determina internação.
sábado, 9 de junho de 2012
TRAGÉDIAS CONTEMPORÂNEAS III
Tragédias familiares e O mal-estar da civilização
Que
Freud me perdoe, mas preciso pegar emprestado o título acima, que é
perfeito para descrever a barbárie que tem se alastrado entre pessoas
de todas as classes sociais. O título acima pertence a um texto, no
qual ele diz que os homens não são criaturas gentis que desejam ser
amadas e que, no máximo, podem defender-se quando atacadas; pelo
contrário, são criaturas entre cujos dotes instintivos deve-se levar em
conta uma poderosa quota de agressividade. Homo homini lupus e quando as forças mentais contrárias que normalmente inibem a violência
se encontram fora de ação, o homem se revela como uma besta selvagem, a
quem a consideração para com sua própria espécie é algo estranho.
Atrocidades foram cometidas em diferentes épocas. A civilização tem de
utilizar esforços supremos a fim de estabelecer limites para os
instintos agressivos do homem e manter suas manifestações sob o
controle. Espera-se impedir os excessos mais grosseiros
da violência brutal por si mesma, supondo-se o direito de usar a
violência contra os criminosos; no entanto, a lei não é capaz de deitar
a mão sobre as manifestações mais cautelosas e refinadas da
agressividade humana.
O
parágrafo acima expressa a preocupação de Sigmund Freud, na época da
Grande Depressão. Hoje, passados quase cem anos, o esforço para conter a
agressividade não só não se efetivou como também se robusteceu.
Notícias sobre massacres, não de grupos
terroristas contra um grupo específico ou qualquer grupo, não de um
exército contra outro, mas de pessoas comuns contra seus colegas, contra
crianças, contra vizinhos ou, pior ainda, contra seus descendentes,
ascendentes, maridos e esposas, tem se tornado dolorosamente rotineiros.
Novo
Hamburgo se destacou na mídia nacional, não na geração de empregos ou
na educação, mas pela tragédia que se abateu sobre as famílias das
pessoas que a empresária assassinou. O marido, a irmã e a
sobrinha morreram, conforme suas palavras, escritas numa longa carta,
porque não queria vê-los sofrer, pois amava-os demais. Provavelmente,
ela odiava o fato de eles poderem ser felizes sem aquilo que ela
considerava essencial: o dinheiro. O ter reinando sobre o ser. As
pessoas sobrevivem nas condições mais adversas, pela simples razão de
que na grande maioria, o instinto de sobrevivência é mais forte do que
de morte. Ela não era e não é feliz e
provavelmente jamais será. Seus valores são deturpados. Sua realidade é
distorcida. Sua mente está fraturada. Sua alma, desconectada.
As
tragédias familiares se multiplicam, um professor universitário matou o
filho em São Paulo. E Novo Hamburgo, mais uma vez e passados apenas
poucos dias, mais uma vez é palco de um crime, replica do anterior, no
qual também um pai atira no filho e em si, tornando-se mais um número
nas estátisticas das tragédias familiares. Resta o sofrimento para os
familiares, que tentarão entender os motivos do ato e terão que
conviver com a culpa de não ter percebido os indícios ocultos, como se
isso fosse possível.
Tragédias
familiares são parte da história da humanidade. O Próprio Freud
utilizou-as para desenvolver suas teorias, haja visto que o Complexo de
Édipo, pega emprestado o nome de uma tragédia grega,
apresentada pela primeira vez em 430 d.C. em Atenas. Isso porém não
diminui a urgência de se buscar alternativas que possam contribuir para
reduzir esses eventos fatídicos. Parte da sociedade está em um
processo de conscientização, de adoção de valores éticos, de cuidados
com o meio ambiente, de respeito aos direitos humanos, enquanto outra
parcela parece estar despencando num abismo no qual a vida humana não
tem valor. A dor, a infelicidade, a ausência da espiritualidade afetam
uma grande parcela, outra é refém das drogas, das falta de escrúpulos,
de valores, da intolerância.
A
humanidade combate a desumanidade, mas essa última parece se alastrar
como uma pandemia. A herança que deixaremos para as gerações futuras
será uma dívida impagável. Precisamos aprender e ensinar o respeito à
diversidade, a reforçar valores éticos, a despir-nos de preconceitos e a
sorrir, pois um sorriso destrói a tristeza e abre caminho para a luz.
Sora Ângela - Graduada em Ciências Sociais, professora em escola pública.
http://amaieski.wordpress.com/2009/04/26/o-mal-estar-da-civilizacao/
http://amaieski.wordpress.com/2009/04/26/o-mal-estar-da-civilizacao/
sexta-feira, 8 de junho de 2012
TRAGÉDIAS CONTEMPORÂNEAS II
Filhos que matam pais. Netos que assassinam avós. Tios que tiram a
vida de sobrinhos. Pais que matam filhos. Realmente, soam atuais as
palavras do mais famoso príncipe da Dinamarca quando se referiu ao
estado das coisas em seu reino. São tragédias que muito se assemelham
àquelas da ficção, as quais penso ter, por pano de fundo, salvo casos
patológicos, o problema da desagregação familiar que parece ter se
hospedado nos lares, despejado os valores da fraternidade e da
alteridade, tomado o coração dos homens e proporcionado, sem prejuízo
de outras causas, o incremento nos índices de violência.
Certa feita, Sêneca disse, a respeito dos gladiadores romanos,
que eles eram entregues às feras logo de manhã e, no meio do dia, eram
jogados ao público. Pois bem, hoje, em termos de exposição à violência
das ruas, a regra, infelizmente, é essa: pela manhã, são os pais (que
se dirigem ao local de trabalho); ao meio-dia, são seus filhos (que vão
ou retornam da escola).
Penso que vários são os fatores desencadeadores da violência
que nos cerca. O materialismo exacerbado que leva a pessoa a fazer tudo
para satisfazer seus desejos, ainda que tenha que exterminar seu
semelhante por causa de uma ninharia. A omissão da sociedade civil, que
cobra do Estado uma relação paternalista, vinculação esta já sepultada
pela História. A dificuldade do Poder Executivo em implementar ações
sociais afirmativas, sem se esquecer das repressivas, que fazem a linha
de frente contra os delinqüentes, tais como o policiamento comunitário e
a efetivação da ótima Lei de Execução Penal.
Ainda saliento a postura do Poder Legislativo na criação de
leis penais lenientes, que vão na contramão da onda de violência que
afoga os cidadãos, que fazem lembrar a feliz constatação de Roberto
Campos, de que o problema brasileiro não é de inflação legislativa, mas
de diarréia normativa. A morosidade do Poder Judiciário é patente,
sobretudo no julgamento dos processos criminais, transmitindo a
sensação de impunidade para o cidadão, o que é provocado pelo enorme
número de feitos sob a responsabilidade dos juízes e por leis penais e
processuais penais anacrônicas. Enfim, alguns setores minoritários da
imprensa falada e escrita também procuram chamar a atenção dos leitores
com manchetes sensacionalistas que envolvam o tema em foco.
As soluções possíveis têm sido apontadas diariamente pela
mídia com maiores ou menores variações e, no geral, consistem na tomada
de atitudes que evitem as críticas aqui feitas e repetidas aos quatro
ventos. Todavia, noto que, dentre as respeitáveis sugestões, não
recebem a devida atenção aquelas reforçam o vínculo familiar sob
qualquer ângulo, como, por exemplo, por intermédio de medidas
legislativas ou ações afirmativas.
A família é a célula básica de uma sociedade. O vigor de todo o
tecido social está umbilicalmente ligado a cada uma dessas células. Os
problemas sociais, inclusive o da violência, são causados por pessoas,
as quais nasceram em uma família e nela se amadureceram ou se
envileceram; aprenderam a noção de amor ou de ódio ao semelhante;
souberam viver a fraternidade ou conviveram sob a “Lei de Gérson”;
foram preparadas para enfrentar as dificuldades da vida ou sofrem ante o
menor contratempo; enfim, a família é a fonte emergente dos valores do
homem e se ela adoece, a sociedade sucumbe. Vale a pena nela investir.
Por fim, enquanto houver homens, haverá desventuras, dada a
falibilidade de nossa natureza. Não sejamos utópicos. Mas tal fato não
nos isenta de empenhar todo o esforço possível para combater todo tipo
de violência, certos de que, nesta árdua jornada, a esperança nos
protegerá do desânimo, fornecerá alento diante de qualquer
esmorecimento e dilatará nosso coração na perseverança.
Assim, tragédias gregas, tais como a de Faetonte, que caiu do
carro do sol, após ter sido alvejado por um raio lançado por Júpiter,
depois de ter consultado o pai daquele jovem, não mais ultrapassarão os
limites dos livros de mitologia e nem ganharão versões contemporâneas.
André Gonçalves Fernandes - Juiz de
Direito da 2ª Vara Cível e de Família da Comarca de Sumaré/SP. Bacharel e Mestre em Direito pela Faculdade de Direito do Largo
de São Francisco em 1996 e 1999. Atua como magistrado desde 1997.
Articulista do Correio Popular de Campinas e da Escola Paulista da
Magistratura desde 2002.
http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo597.shtml
domingo, 27 de maio de 2012
JUSTIFICATIVA
Ao
refletirmos sobre a tragédia, vemos que ela tem uma significação muito mais
ampla do que simplesmente provocar o terror e a piedade. A reflexão sobre o
sentido e o lugar da tragédia grega no contexto da cena teatral moderna e
pós-moderna vem sendo desenvolvida por
estudiosos de diversos países. Encenar as tragédias em
pleno século XXI é um desafio. Séculos nos separam do mundo grego e de suas
formas de performance. Mas nada se torna mais atual que a tragédia. Isso porque
o sentimento do trágico está no coração do homem e, como tal, não deixa de
atingir a nossa existência de modo mais profundo.
A
renovação do teatro contemporâneo se dá também por um retorno à tragédia grega,
visto como o teatro das origens e a própria origem do teatro. Talvez, em função
mesmo desta posição paradoxal e da abertura para a diversidade de sentidos
presente no texto antigo, a tragédia foi, progressivamente, afirmando-se como
fonte de renovação cênica, até se mostrar como um teatro experimental inserindo
na encenação elementos ou signos próprios da sociedade atual.
Se hoje vamos aos terapeutas para aliviar nossas dores da alma; os gregos, na tradição clássica, iam ao teatro e, além de expurgarem suas próprias dores no palco, deparavam-se também com o prazer da emoção artística, ensejando bem o chamado efeito catártico, a purificação da alma, fim primeiro da tragédia grega. A tragédia apóia-se em conflitos humanos universais que atormentaram os homens de ontem e atormentam igualmente os homens de hoje. Em pleno século XXI, em toda parte do mundo, ainda se toma de empréstimo ou se recebe de presente dos gregos, um tema, uma personagem, um herói, ou um elemento trágico, a herança advinda das obras gregas, com o poder da força primitiva.
As
possibilidades de encenações contemporâneas de tragédias gregas apontam para
diversas questões relativas ao fazer artístico da atualidade, desde a
participação do espectador, identidade cultural, atualização dos temas gregos
em função das condições culturais da sociedade, formas de organização do
espaço, re-escritura e adaptação de temas trágicos, entre outros. A
possibilidade de discutir o modo como o próprio espaço cênico contribui para
estabelecer o sentido do trágico está ligado ao nosso interesse de encenação.
Neste movimento, buscaremos também identificar o modo como o espaço da tragédia
poderá trazer questões relativas a uma percepção ou vivência contemporânea do
trágico. Isto significa dialogar com questões como a relação entre caos e
ordem, os espaços simultâneos, os espaços fragmentados, a polifonia do espaço,
o espaço efêmero, entre outros. Assim, um dos temas mais problemáticos da arte
contemporânea ganha relevo: o espaço.
OBJETIVO
O Objetivo principal desse projeto, para a Trupe de Teatro e
Pesquisa é experimentar (interrogando, abrindo novas possibilidades,
extrapolando as capacidades conhecidas pelo grupo) numa rara possibilidade de
desenvolver uma pesquisa conjunta nas diversas linguagens visuais, teatrais,
corporais e sonoras, utilizando de modernos recursos técnicos em uma encenação
contemporânea valorizada por um enredo moderno e atual, que se sustenta em
elementos universais com o trágico e os mitos clássicos extremamente atuais.
Além disso objetiva também a apresentação de um espetáculo que possibilite
explorar os espaços teatrais discutindo a fuga do atual formato de teatro em
palco italiano, ou mesmo a frontalidade da cena, um trabalho complexo e
arrojado e uma experiência enriquecedora todo o grupo que realizará a montagem.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
AS IMAGENS
O grupo pretende desenvolver o espetáculo a partir da
utilização multi-visual do espaço, através de uma espacialização teatral em
semi-arena, onde a relação com o espectador se dará a partir de três campos
visuais distintos. Uma encenação centrada na essencial relação que se
estabelece entre atores e público, redimensionando a comunicação teatral, seja
ela visual, ou seja, ela espacial, na simples implosão do palco: explodindo a
relação de frontalidade. Uma proposta de montagem que pretende através da
utilização dos diversos recursos de percepção estética na encenação, o
envolvido completo do espectador e seu deslocamento para o interior da cena,
inserindo-o diretamente no contexto da fábula mítica apresentada.
Um espetáculo dinâmico, idealizado para atingir os sentidos e
a percepção do espectador. Além de uma iluminação expressiva, uma trilha sonora
que se aproveitará da damaticidade para aclimatar a conduzir a cena, utilizando
desde a música clássica a atual música eletrônica, dá ópera ao havy-metal, da
percusão primitiva ao tecno, e as demais vertentes sonoras contemporâneas.
Elementos multimídia como a projeção de imagens e de forma atual, inteligente e
original, mesclando personagens reais e virtuais em uma cenografia despojada,
composta basicamente de elementos pontuais, como uma banheira (posicionada na
entrada do público), um trono, 2 monitores de TV LCD e tecidos onde serão
projetadas as imagens.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
APRESENTAÇÃO - DESCRIÇÃO DO PROJETO
O
projeto Átridas (ou O Homem Morto na Banheira)
propõe a realização de um espetáculo inspirada em textos trágicos a partir do
mito grego de Agamêmnon e da maldição da família dos Átridas (descendentes de
Atreu). Um espetáculo que pretende iniciar as comemorações dos 20 anos de
atividade da Trupe de Teatro e Pesquisa. Ao nos propormos a encenar textos
trágicos dos gregos à contemporaneidade, pretendemos captar, com sensibilidade,
a força primitiva da origem do trágico, dando a encenação elementos necessários
de modernidade, evidenciando os tons e entretons do gênero em nossa
dramaturgia. A essência da tragédia está no coração do
homem e, como tal, não se limita a tempo ou a espaço.
Apesar da montagem se inspirar principalmente no texto
Agamemnone de Vittório Alfieri (que por sua vez re-escreve a tragédia original
de Esquilo), interessam-nos muito mais os aspectos gerais da tragédia,
enquanto estrutura dramatúrgica e enquanto representação de um conflito
irreconciliável dos limites impostos ao homem que o leva a transgredir aquilo
que se considera justo e correto. Além disso nossa
construção dramatúrgica apresentará em sua estrutura fragmentos alinhavados de outros autores que
relatam acontecimentos e situações por que passam esses personagens trágicos entre eles:
Agamemnon, de Sêneca; Hamlet e MacBeth, de Willian Shakespeare; Hamlet Machine,
de Heiner Müller; Clitemnestra ou o Crime, de Marguerite Yourcenar; As Moscas,
de Jean Paul Sartre; e Electra Enlutada, de Eugene O´Neil.
domingo, 20 de maio de 2012
sábado, 19 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
TRAGÉDIAS CONTEMPORÂNEAS I
Jorge Negromonte Silveira, de 50 anos, é suspeito de liderar o grupo de
supostos canibais. Ele é formado em educação física e já deu aulas de
karatê, ginástica e dança. Em um livro apreendido pela polícia, Silveira
teria descrito como cometeu o assassinato de Jéssica. No mesmo
documento, ele desenhou pedaços de corpos, enterros e caveiras.
Após a prisão do trio, a polícia descobriu que além de comer parte dos corpos, eles também usavam a carne para fabricar salgados, como coxinhas e empadas, que eram vendidas à população de Garanhuns.Após a prisão do trio, a polícia descobriu que além de comer parte dos corpos, eles também usavam a carne para fabricar salgados, como coxinhas e empadas, que eram vendidas à população de Garanhuns.
Os detalhes de uma história de horror e mistério que repercutiu em todo o mundo. A equipe do Domingo Espetacular mostra quem são os canibais de Garanhuns (PE). Mentes doentias responsáveis pela morte de pelo menos três mulheres.
CLIQUE NO LINK ABAIXO
Vendiam carne humana em coxinhas e empadas no interior de pernambuco
Videos: Veja quem sao os canibais de Garanhus e como atacavam as vitimas

Após a prisão do trio, a polícia descobriu que além de comer parte dos corpos, eles também usavam a carne para fabricar salgados, como coxinhas e empadas, que eram vendidas à população de Garanhuns.Após a prisão do trio, a polícia descobriu que além de comer parte dos corpos, eles também usavam a carne para fabricar salgados, como coxinhas e empadas, que eram vendidas à população de Garanhuns.
Os detalhes de uma história de horror e mistério que repercutiu em todo o mundo. A equipe do Domingo Espetacular mostra quem são os canibais de Garanhuns (PE). Mentes doentias responsáveis pela morte de pelo menos três mulheres.
CLIQUE NO LINK ABAIXO
Vendiam carne humana em coxinhas e empadas no interior de pernambuco
Videos: Veja quem sao os canibais de Garanhus e como atacavam as vitimas
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
last bath of Agamemnon - Raymond Wirick
FORA DE CENA:
Alexandre Toledo – DIREÇÃO
Heleno Polisseni – CENÓGRAFO E
PROGRAMAÇÃO VISUAL
Jader
Corrêa – FIGURINISTA
Enedson Gomes – ILUMINAÇÃO
Alice Corrêa – FONOAUDIÓLOGA E
PREPARAÇÃO VOCAL
Leo Mendonza – PREPARAÇÃO EM CANTO E
ARRANJOS MUSICAIS
Iolene Di Stéfano – PREPARAÇÃO DE ATOR
Eugênio Macêdo – PREPARAÇÃO EM AIKIDO
Leone Antonnione Franco
– EDIÇÃO
DE IMAGENS E VÍDEO-INTALAÇÃO
Yuri Simon – COORDENAÇÃO DE
PRODUÇÃO
Trupe de Teatro e
Pesquisa –
PRODUÇÃO
EM CENA:
Yuri
Simon
PERSONAGEM:
AGAMEMNON
Pauline Braga
PERSONAGEM:
CLITEMNESTRA
Jader
Corrêa
PERSONAGEM:
EGISTO
Alice
Corrêa
PERSONAGEM:
ELECTRA
sábado, 5 de maio de 2012
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
BACK TO BLACK
Orestes perseguido pela Fúrias, John Singer Sargent - 1921
He left no time to regret
Kept his dick wet with his same old safe bet
Me and my head high
And my tears dry, get on without my guy
You went back to what you knew
So far removed from all that we went through
And I tread a troubled track
My odds are stacked, I'll go back to black
We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
I go back to us
I love you much
It's not enough, you love blow and I love puff
And life is like a pipe
And I'm a tiny penny rolling up the walls inside
We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
Black, black, black, black
(Back to Black - Amy Winehouse)
He left no time to regret
Kept his dick wet with his same old safe bet
Me and my head high
And my tears dry, get on without my guy
You went back to what you knew
So far removed from all that we went through
And I tread a troubled track
My odds are stacked, I'll go back to black
We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
I go back to us
I love you much
It's not enough, you love blow and I love puff
And life is like a pipe
And I'm a tiny penny rolling up the walls inside
We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
Black, black, black, black
(Back to Black - Amy Winehouse)
domingo, 11 de setembro de 2011
JE CROIS ENTENDRE ENCORE
The Anger of Achilles, Jacques-Louis David - 1819
Je crois entendre encore
Je crois entendre encore
Caché
sous les palmiers
Sa voix tendre et sonore
Comme un chant de ramiers.
Oh nuit enchanteresse
Divin ravissement
Oh souvenir charmant,
Folle ivresse, doux rêve!
Aux clartés des étoiles
Je crois encor la voir
Entr'ouvrir ses longs voiles
Aux vents tièdes du soir.
Oh nuit enchanteresse
Divin ravissement
Oh souvenir charmant
Folle ivresse, doux rêve!
Charmant
Souvenir!
Charmant
Souvenir!
(Le Pêcheur de Perles - Bizet)
(Le Pêcheur de Perles - Bizet)
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
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